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O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) opõe-se à proposta de criação de um bordel na Mouraria, e espera que a Câmara de Lisboa não embarque no reflexo de uma visão assistencialista da pobreza e do apoio social de que Portugal de Abril se libertou.

 Para o MDM, esta é “uma realidade indissociável das desigualdades sociais e das desigualdades entre mulheres e homens que persistem na sociedade e que são causadores de intoleráveis formas de violência, opressão e agressão da dignidade e dos direitos das mulheres e das crianças”.
“A prostituição não é um acto individual de uma pessoa que aluga o seu corpo por dinheiro, é antes um sistema organizado para o lucro, um negócio no qual intervêm cliente, proxeneta e pessoa prostituída e que rende ao proxenetismo milhões de euros ou dólares”, acentua o Movimento, referindo que “branquear esta realidade é absolutamente intolerável”.
Em nota de imprensa, o MDM informa que a “criação de prostíbulos” não tem em vista a protecção da pessoa prostituída, antes é a imagem dos regulamentos policiais do fascismo”, com os argumentos de “saúde pública” e “higienização” que “apenas protegem clientes e proxenetas”, além do que tornam, como tornaram no passado, “a prostituição um fenómeno invisível, deixando pessoas sujeitas a actos de inimaginável violência que é a sociedade aceitar, como normal, que uma pessoa se venda para sobreviver”.
O Movimento de Mulheres esclarece ainda que na prostituição não há “zonas seguras” para as mulheres. “Nos países onde a “indústria do sexo” foi promovida a um negócio legítimo, os proxenetas passaram a respeitáveis homens de negócios, enquanto a situação das mulheres e crianças registou agravamento de todas as formas de exploração e violência a que estão sujeitas”, alertou chamando ainda atenção para o facto de o sistema prostitucional promover, de igual forma, “o tráfico de mulheres e crianças com a finalidade da sua exploração sexual, prática que conhece actualmente índices assustadores”.
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 Fonte Jornal Avante! 

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