Conhecidos pela sua ética de trabalho e influenciados pelos avisos do Governo e do sector empresarial, os cidadões suíços rejeitaram ontem em referendo uma proposta que lhes permitiria ter seis semanas de férias pagas, mais duas do que as que estão atualmente estipuladas por lei.
Numa altura em que “austeridade” é a palavra mais repetida na Europa, a iniciativa “seis semanas de férias para todos”, promovida pela central sindical Travail.Suisse, foi descartada por 66,5% dos votantes, sendo que o “não” venceu em todos os cantões do país e foi esmagador nas regiões da Suíça de língua alemã. A Travail.Suisse argumentavam que os trabalhadores precisam de mais tempo de descanso para conseguirem lidar com o stress provocado por um ritmo acelerado e competitivo de trabalho.
Mas não foi só para responder a esta questão que os suíços se deslocaram ontem às urnas. Nos boletins de voto constavam várias questões. Os cidadãos, pronunciaram-se, por exemplo, sobre a iniciativa que prevê a limitação da construção de segundas casas em estâncias de inverno. A margem foi de apenas um ponto percentual, mas o “sim” ganhou com 50,6% dos votos e, a partir de agora, apenas 20% das residências nestes locais poderão ser casas de férias.
Quanto à ideia de fixar preços para os livros que teriam de ser respeitados por todos os livreiros, o “não” venceu, contra os 49,3% que concordaram.
A iniciativa que obteve mais apoio é aquela que propõe que todo o dinheiro angariado pelo Estado em impostos provenientes de lotarias e de apostas em eventos desportivos seja aplicado em causas de utilidade pública, algo que já acontece com os fundos que preveem das obrigações fiscais dos casinos para com o Estado.
Estas votações foram realizadas a nível nacional, mas houve questões colocadas apenas a nível regional. Em Genebra, a população concordou com o endurecimento de uma lei que diz respeito à organização de manifestações, sendo que as autoridades da cidade passam agora a poder proibir protestos em certos locais. Os opositores a esta medida já prometeram apresentar recurso no Tribunal Federal, dizendo que a decisão vai “contra os padrões internacionais” e contraria a Constituição.
E como o dia foi de decisões, Zurique também aproveitou para resolver um assunto pendente. Ontem, perguntou aos seus habitantes se concordam com a construção de um “drive-in” de sexo nos arredores, de forma a afastar a prostituição do centro da cidade. O projeto, que prevê a construção de instalações onde os clientes podem parar os seus carros e usar espaços fechados com casas de banho, custará 2,4 milhões de francos suíços e contou com o apoio de 52,6%.

Fonte Jornal Diário de Notícias

O Bitaite Chinês: A Chinesa ficou incrédula ao ler esta notícia porque não consegue conceber a existência de um “povo” que recusa um aumento do período de férias e de seguida proíba manifestações populares e permita a construção de casas de putas sofisticadas! Isto pode ser muito engraçado para alguns, principalmente para os prepotentes senhores do capital que agora além de não terem de ouvir o povo vão poder foder em locais com condições, mas para A Chinesa isto parece o sonho de um lindo e orgulhoso estado fascista. E ainda como A Chinesa é bem portuguesa, ela pensa que os governantes portugueses governam o país errado pois devem pensar que estão numa qualquer Suíça e por isso A Chinesa aconselha aos “Passos Coelho”s e Companhia, das mesma forma que estes aconselharam aos portugueses, que emigrem para estes paraísos do capitalismo pois parece que lá, ao contrário dos portugueses, o “povo” entende o trabalho forçado e a exploração.

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