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Lukacs estuda em seguida o que é preciso (teoricamente) por consciência de classe e a sua função prática na luta de classe do proletariado, aprofunda o materialismo histórico e a sua complexidade, o seu papel decisivo no combate para a consciência: “A raiva do desespero com a qual a ciência burguesa combate o materialismo histórico é compreensível: a partir do momento em que ela é obrigada a colocar-se ideologicamente neste terreno, está perdida. Isso permite, ao mesmo tempo, compreender porque é que, para o proletariado e só para o proletariado, uma justa compreensão da essência da sociedade é um factor de força de primeiríssima ordem, por que é que, sem dúvida, é a arma pura e simplesmente decisiva…

“A superioridade do proletariado sobre a burguesia que lhe é, aliás, superior sob todos os pontos de vista: intelectual, organizacional, etc., reside exclusivamente em ser capaz de considerar a sociedade a partir do seu centro, como um todo coerente, e, por consequência, de agir de maneira central, modificando a realidade… Quando a crise económica final do capitalismo começou, o destino da revolução (e com ela o da Humanidade) depende da maturidade ideológica do proletariado, da sua consciência de classe.”

Depois critica o oportunismo que parte “dos efeitos e não das causas, dos partidos e não do todo, dos sintomas e não da própria coisa”, e detém-se sobre a confusão entre “o estado de consciência psicológico efectivo dos proletários e a consciência de classe do proletariado”.

Sublinha também, que a “diferença entre marxistas revolucionários e oportunistas pseudo-marxistas é que, para os primeiros, o Estado capitalista não é tomado em consideração senão como factor de força, contra o qual a força do proletariado organizado deve ser mobilizada, enquanto os segundos concebem o Estado como uma instituição por cima das classes, cuja conquista é a parada da luta de classe do proletariado e da burguesia”.

Fonte O Marxismo-Leninismo, de Jean Roux

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