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Moral e o proletariado (ou a “moral proletária”).

Para suprimir a alienação moral, como todas as formas de alienação, não é suficiente tomar consciência dela: é preciso transformar o mundo que a engendra, isto é, as condições de existência dominadas pela propriedade privada dos meios de produção.

Ora, com o triunfo universal do capitalismo, um classe é chamada, pela sua acção, a por fim à alienação humana porque ela a sofreu completamente: o proletariado, derradeira classe ascendente da História.

Assim, o preceito fundamental da moral proletária será participar com todas as suas formas na luta de classe do proletariado com vista à tomada do poder para suprimir a propriedade privada dos meios de produção, e, através disso, as classes sociais e toda a forma de alienação moral. Depois disso, poderá ser edificado o socialismo que, só por si, criou as condições materiais e morais de um humanismo real.

Nesta luta, o proletariado deve rejeitar os valores morais que lhe foram impostos e o mantinham na sua humilhação: resignação, humildade, aceitação passiva… e forjar novos valores indispensáveis ao desfecho vitorioso do seu combate: sentido das responsabilidades, entusiasmo, espírito crítico, espírito de solidariedade proletária, disciplina, etc.

Marx considerava estas virtudes novas ainda mais necessárias ao proletariado do que o pão quotidiano. E Lenine, num discurso feito às juventudes comunistas, resumia assim as ideias fundamentais da moral proletária:

“A nossa moralidade, quanto a nós, está toda ela subordinada ao interesse do proletariado e às exigências da luta de classe… Para o comunista, a moralidade consiste, toda ela, nesta união, nesta solidariedade disciplinada e nesta luta consciente das massas contra os exploradores.” 

Fonte O Marxismo-Leninismo, de Jean Roux

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