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Quando a burguesia conquistou o poder político e estabeleceu sobre as ruinas da sociedade feudal, seu modo capitalista de produção, sobre este modo de produção ergueu seu Estado, suas leias, suas leias, suas ideias e instituições. Essas instituições consagravam, em primeira instância, a essência de sua dominação de classe: a propriedade privada. A nova sociedade, baseada na propriedade privada sobre os meios de produção e na livre concorrência, ficou assim dividida em duas classe fundamentais: uma, possuidora, dos meios de produção, cada vez mais modernos e mais eficientes, a outra desprovida de toda a riqueza, possuidora somente de sua força de trabalho, obrigada a vendê-la no mercado, como uma mercadoria a mais, para poder subsistir.

Vencidos os obstáculos de feudalismo, as forças produtivas desenvolveram-se extraordinariamente. Surgiram as grandes fábricas onde se acumulava um número cada vez maior de operários.

As fábricas mais modernas e tecnicamente eficientes, iam eliminando do mercado os competidores menos eficientes e o custo dos equipamentos industriais fazia-se cada vez maior; era necessário acumular cada vez mais somas crescentes de capital. Uma parte importante da produção foi-se acumulando em um número menor de mãos. Surgiram assim as grandes empresas capitalistas e mais adiante as associações de grandes empresas através de cartéis, sindicatos, trustes e consórcios, segundo o grau e o carácter da associação, controlados pelos possuidores da maioria das acções, ou seja, pelos mais poderosos magnates da indústria. A livre concorrência, característica do capitalismo em sua primeira etapa, deu passo aos monopólios que estabeleciam acordos entre si e controlavam os mercados.

De onde sairam as colossais somas de recursos que permitiram a um punhado de monopolistas acumular milhares de milhões de dolares? Simplesmente, da esploração do trabalho humano. Milhões de homens obrigados a trabalhar por um salário de subsitência, produziram com seu esforço os gigantescos capitais dos monopólios. Os trabalhadores acumularam fortunas para as classes privilegiadas, cada vez mais ricas, cada vez mais poderosas. Através das instituições bancárias chegaram a dispôr não só do seu próprio dinheiro senão também do dinheiro de toda a sociedade. Assim se produziu a fusão dos bancos com a grande indústria e nasceu o capital financeiro. Que fazer então com os grandes excedentes de capital que, em quantidades crescentes, iam-se acumulando? Invadir com eles o mundo. Sempre em busca do lucro, começaram a apoderar-se das riquezas naturais de todos os países economicamente débeis, e explorar o trabalho humano de seus habitantes com salários muito mais míseros do que se viam obrigados a pagar aos operários da própria metrópole. Iniciou-se assim a divisão a divisão territorial e económica do mundo. Em 1914, oito ou dez paízes países imperialistas haviam submetido ao seu domínio económico e político, fora de suas fronteiras, a territórios cuja extensão ascendia a 83 700 000 kms2 com uma população de 970 milhões de habitantes. Simplesmente havia-se dividido o mundo.

Fonte Segunda Declaração de Havana, de Fidel Castro

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