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Embora continuem por divulgar os números exactos do abandono no Superior, porque a isso se recusa o Governo, o que a realidade confirma é que todos os dias há cada vez mais alunos que são obrigados a parar os seus estudos por não terem dinheiro para pagar “os custos exorbintantes com propinas, transportes, alimentação e material escolar”, como denunciou na intervenção de abertura a deputada comunista Rita Rato.

“É inaceitável que desde 2009 sejam públicos os relatos de estudantes universitários que recorrem ao Banco Alimentar para matar a fome, e que a resposta encontrada pelo anterior governo PS e pelo actual Governo PSD/CDS-PP seja cortar bolsas, aumentar propinas e cortar no passe sub-23“, declarou a deputada do PCP, que recordou que no ano lectivo 2010/2011 foram 11 mil os estudantes que perderam a bolsa, 12 mil os que viram o seu valor reduzido, a que se junta já com este Governo e neste ano lectivo o corte de mais 15 600 bolsas, ou seja em dois anos foram cerca de 26 600 os estudantes que perderam a sua bolsa de estudo.

“Nunca desde o 25 de Abril tantos jovens foram impedidos de estudar no Ensino Superior por falta de condições económicas, e nunca tantos estudantes que ingressaram se viram obrigados a desistir ou a passar dificuldades dramáticas para continuar a estudar”, resumiu Rita Rato, considerando estar a viver-se “um retrocesso social que faz lembrar os tempos do fascismo em que só estudava quem tinha dinheiro”. 

Fonte Jornal Avante! 26.4.2012 

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