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Não ter em linha de conta o impacto do Estado Social em Portugal na melhoria das condições de vida das pessoas e na garantia de uma vida condigna para todos é politicamente irresponsável e lamentável do ponto de vista social. Tal como referiu há pouco tempo Branko Milanovic, economista-chefe do Banco Mundial, “se a democracia não consegue resolver os problemas mais graves, então para quê tê-la?”. Num período em que se comemora o dia da liberdade e da democracia é importante que se recordem os fundamentos constitucionais do regime. E lembrar também que, infelizmente, ao contrário do que foi há pouco tempo mencionado por Diogo Leite Campos, a “classe média-baixa” em Portugal não se remedeia com uns “míseros” 5800 euros por mês.

Frederico Cantante, Investigador do CIES-IUL e do Observatório das Desigualdades

 Fonte Le Monde Diplomatique Ed. Portuguesa Maio 2012

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