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PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO

A questão do Estado reveste nos nossos dias uma importância particular quer sob o ponto de vista teórico quer sob o ponto de vista prático. A guerra imperialista acelerou consideravelmente o processo de transformação do capitalismo monopolista em capitalismo monopolista de Estado. A monstruosa opressão das massas trabalhadoras pelo Estado, que cada vez mais se confunde com os agrupamentos capitalistas omnipotentes, afirma-se progressivamente. Os países avançados transformam-se – referimo-nos à sua “rectaguarda” – em desterros militares para os operários.

Os horrores e as calamidades em nome da guerra, que se prolonga, tornam intolerável a situação das massas e aumentam a sua indignação. A revolução proletária internacional amadurece visivelmente. A questão da sua atitude em relação ao Estado adquire uma importância prática.

Acumulados durante dezenas de anos de evolução relativamente pacífica, os elementos oportunistas criaram um corrente de social-chauvinismo que domina os partidos socialistas oficiais do mundo inteiro. Esta corrente (…), socialista nas palavras e chauvinista na prática, caracteriza-se por uma cobarde e servil adaptação dos “chefes do socialismo” aos interesses não só da “sua” burguesia nacional mas mais precisamente do “seu” Estado, porque a maior parte do que nós designamos por grandes potências exploram e escravizam desde há muito um certo número de povos pequenos e fracos.

(…)

Fonte O Estado e a Revolução, de Lenine

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