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PSD, CDS-PP e PS chumbaram o projecto de lei do PCP que definia uma lei de quadro da Acção Social no Ensino Superior. Já o PEV e o BE acompanharam a bancada comunista no voto favorável a este diploma que, em síntese, tinha em mira três objectivos: aumentar significativamente o valor real das bolsas; alargar o número de bolseiros abrangidos pela Acção Social Escolar; aumentar o número de estudantes com direito à bolsa máxima.

Mostrando uma vez mais um total desinteresse e alheamento pelas dificuldades das famílias, os partidos que subscreveram o pacto de agressão com a troika agiram assim em conformidade com aquelas que têm sido as opções de classe nesta como noutras matérias.

Foi o voto contra de quem defende o caminho da privatização da Acção Social Escolar e sua substituição por empréstimos, num esquema que serve que nem uma luva os interesses da banca, abrindo a esta mais uma excelente área de negócio.

Asfixia financeira

Ignorados, para já, continuam a ser os muitos jovens como assinalou a deputada comunista Rita Rato, que “já não se candidatam ao Ensino Superior porque sabem que não vão ter dinheiro para pagar um direito que está consagrado na Constituição mas que hoje tem custos exorbitantes”.

Ignorados continuarão, para já, todos aqueles outros jovens que, fruto da actual política do pacto de agressão, são “obrigados a abandonar o Ensino Superior” porque este Governo tal como os anteriores do PS, “estrangula financeiramente o Ensino Superior público”, violando assim de forma grosseira a Constituição.

É que estudar no Ensino Superior público, como observou Rita Rato, “não é para quem quer, é para quem pode pagar”.

E a verdade é que milhares de estudantes puseram de lado o Ensino Superior porque não têm condições económicas para pagar os custos com alojamento, transportes, propinas, alimentação e material escolar. O que não é dissociável da crescente perda de apoios no plano da Acção Social, como mostra a circunstância de só nos últimos dois anos mais de 15 700 estudantes terem perdido a bolsa e mais de 12 mil terem visto o seu valor reduzido.

(…)

Fonte Jornal Avante! 31.5.2012 

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