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Destruição de 558 empregos por dia

A destruição de emprego no 1º ano de troika e de Governo PSD/CDS foi muito elevada. Atingiu os 203,5 mil, o que corresponde a 558 empregos por dia (mais recentemente, ou seja, no 1º Trismestre de 2012, a destruição, acelerou-se alcançando 810 empregos destruídos por dia), sendo 258 ocupados por homens e 200 empregos ocupados por mulheres. Em 2012, a Comissão Europeia, nas sua Previsões da Primavera, prevê que o emprego em Portugal se reduza de -3,3%, o que significa a destruição de mas 153,8 mil postos de trabalho, o que vai agravar ainda mais o problema do desemprego em Portugal. Quando a principal fonte de criação de riqueza de um país são as pessoas, uma política que provoca uma tão elevada destruição de emprego e, consequentemente, de riqueza, deixando centenas de milhares de portugueses sem trabalho, o que é simultaneamente o seu principal meio de sobrevivência e de dignificação, tal política é criminosa.

A afirmação de Passos Coelho de que o despedimento é uma oportunidade para mudar de vida revela, para além de uma profunda insensibilidade humana e social, uma falta de respeito por quem tem de enfrentar o drama do desemprego numa altura em que se verifica a destruição maciça de emprego, por isso é difícil, encontrar novo emprego, ainda por cima vindo de uma pessoa que tem vivida à sombra do emprego protegido pelo cartão partidário.

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Desemprego qualificado disparou

O desemprego que mais tem aumentado em Portugal, neste 1º ano de troika, é precisamente o desemprego de nível de escolaridade mais elevado, o que mostra que a economia portuguesa está a ser destruída alterando-se também no sentido de um perfil produtivo baseado fundamentalmente não só em baixos salários mas também em baixas qualificações.

Entre 2011 e 2012, o desemprego de trabalhadores com o nível de escolaridade até ao Básico aumentou 8,2%, mas os com ensino Segundário cresceu 43,5% e os com ensino Superior subiu em 37%. É evidente que a economia portuguesa absorve cada vez menos trabalhadores com níveis de escolaridade e qualificações elevadas. Com a actual política expulsa-se os trabalhadores mais qualificados para o estrangeiro, condenando a economia e a sociedade portuguesa à estagnação e ao atraso. Eis também um resultado de um ano de troika e de Governo PSP/CDS.

Fonte Jornal Avante! 31.5.2012 

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