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Pequeno grupo compacto, seguimos por um caminho escarpado e difícil, vigorosamente de mãos dadas. Rodeados de inimigos por todos os lados, temos de prosseguir quase sempre debaixo de fogo. Havamo-nos unido em virtude de uma decisão livremente adoptada, precisamente para combater o inimigo e não cairmos de tropeção no pântano vizinho, cujos moradores nos reprovam desde o começo o termo-nos separado em grupo à parte e preferido o caminho da luta ao da conciliação. E logo uns tanto de entre nós desatam a gritar: “Vamos para o pântano!” Mas quando os censuramos, replicam: “Que gente tão atrasada sois! Não vos envergolhais de nos negar a liberdade de vos convidar a seguir um melhor caminho?” Ah, sim, senhor, livres sois não só de nos convidar, mas de ir para onde vos apeteça, incluindo o pântano; até considerarmos que o vosso legítimo lugar é exactamente nele, e sentimo-nos dispostos a toda a colaboração ao nosso alcance para vos conduzer ali! Nesse caso, porém, largai-nos a mão, não vos agarreis a nós, nem enxovalheis a palavra liberdade, porque também nós somos “livres” de ir onde nos apraza, livres de lutar não só contra o pântano, senão também contra os que se desviam para ele!

Eu afirmo: 1) que não pode haver um movimento revolucionário sólido sem uma organização de dirigentes e que assegure a continuidade; 2) que quanto mais extensa for a massa espontaneamente incorporada na luta, massa que constitui a base do movimento e que participa nele, mais premente será a necessidade de semelhante organização e mais sólida deverá ser esta (já que tanto mais facilmente poderá toda a espécie de demagogos arrastar as camadas incultas da massa); 3) que a referida organização deve ser formada, na essência, por homens devotados profissionalmente às actividades revolucionárias; 4) que, no país da autocracia, quanto mais restringirmos o quadro dos efectivos de uma organização deste tipo, apenas aceitando revolucionários de profissão e adestrados na arte de defrontar a polícia política, tanto mais difícil será “caçar” esta organização, e 5) maior será o número de pessoas, quer da classe operária, quer das demais classes sociais que poderão participar no movimento e militar activamente nele.

(…)

Fonte Partido Proletário de Novo Tipo (A importância mundial do bolchevismo), de V. I. Lénine 

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