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O ano ainda mal começou e o FMI já anda a fazer das suas! Os incansáveis economistas da organização mais democrática e mais solidária do Mundo voltam com as suas boas e úteis recomendações, sempre a pensar em quem trabalha, ou melhor, a pensar no salário de quem trabalha. Estes senhores fazem questão que do nosso, já baixíssmo, salário não sobre nem um centavo para pagar coisas essenciais – que são cada vez mais um autêntico luxo – como a luz, a água e a casa. Já nem falo na alimentação; pois para os banqueiros, a fome é algo naturalíssimo (!) que se revolve com um pouquinho de caridade: a Jonet trata disso. E com isto está resolvido o problema da fome. Pronto agora só é preciso suspender os subsídios de férias e de natal, aumentar os impostos, prolongar o horário de trabalho, incentivar o desemprego, cortar na segurança social, extinguir escolas, privatizar hospitais e… está mais do que visto que, para estes senhores, qualquer medida é boa desde que seja má para os trabalhadores! Perante tantas e tão valiosas sugestões é claro que só se pode fazer uma coisa: implementá-las imediatamente! Nem vale a pena pensar duas vezes pois o FMI é mesmo assim. Normalmente quando se pede um empréstimo ao banco há sempre alguns “senões”, toda a gente sabe disso, e neste caso o senão é a condenação à miséria de todo um povo! Repararam no histerismo?! Condenação à miséria de todo um povo! Se pensarmos que Portugal tem, neste momento, 1.400.000 desempregados, um número que cresce todos os dias; e espera-se que cresça ainda mais nos próximos anos. E sabendo que grande parte dos desempregados são jovens, cerca de 40%, ou seja: uma geração inteira sem futuro. Podemos dizer, sem margem para dúvidas, que se ainda não é a “miséria de todo um povo” para lá caminhamos. Uma coisa aceitável, parece, para Passos Coelho, Paulo Portas, Vítor Gaspar, Cavaco Silva e José Seguro. Uma cambada de maníacos que adoram o Fundo Monetário. E o Fundo Monetário parece adorar países subdesenvolvidos como Portugal.

O FMI em Portugal, em 1983, durante o governo do chamado Bloco Central (PS/PSD)

Juntemos a venda, ao desbarato, de todas as empresas lucrativas e a salvação, imperativa, de bancos que curiosamente aumentaram os seus ganhos, e temos resumidas as políticas do PS, PSD e CDS. E é assim que a direita revolve as crises. Boa! Aposto que a próxima medida é reduzir os impostos aos patrões! FMI volta a propor redução da taxa social única paga pelos patrões, título de uma notícia do Público. Se calhar é mentira, se calhar é verdade. Em caso de dúvida é melhor fazer como no Equador e na Argentina e expulsar o FMI!

Mas isso só vai ser conseguido com as lutas do povo e dos trabalhadores portugueses. Não podemos ficar parados enquanto este governo de exploradores e esta instituição de banqueiros ladrões nos lixa a vida, o salário e o futuro! Só evitaremos o pior enchendo novamente as ruas como no 15 de Setembro!

Juntemo-nos ao protesto contra o Governo e o FMI convocado pela Plataforma 15 de Outubro para o dia 30! Concentração, às 18 horas, à frente da sede do FMI.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/407830002624562/

No dia 30 de Janeiro “Vem ao FMI mostrar quem manda aqui”

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